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CNS participa de colóquio internacional sobre Educação Popular e Saúde

“O papel e a história dos conselhos mostram que é importante fazermos o debate aberto e franco. É natural divergirmos quando necessário”, disse Fernando Pigatto

  • Publicado: Segunda, 09 de Março de 2020, 04h43
  • Última atualização em Quinta, 12 de Março de 2020, 10h08
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A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) está realizando o 1º Colóquio Internacional de Educação Popular e Saúde, que acontece entre 9 e 14 de março. Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), participou do debate “Os desafios dos SUS e o papel dos Conselhos de Saúde no atual contexto” nesta terça (10/03), na UFFS de Passo Fundo (RS).

O evento reúne estudantes, professores, trabalhadores, conselheiros de saúde e a comunidade usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), para o aprofundamento sobre Saúde, Integralidade e Equidade, considerando os contextos locais, a defesa do SUS e suas políticas. É uma realização do Projeto Educação Popular, Equidade e Saúde: Capacitação e Mobilização de Atores Sociais para Fortalecimento do SUS, da UFFS Passo Fundo. No contexto atual de desfinanciamento, é necessário unidade na luta em defesa do SUS. É o que explica Fernando Pigatto.

“Mesmo com os desafios, construímos uma 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª+8) na contramão da retirada de direitos sociais, em meio a um processo de desfinanciamento e de afronta à democracia. Isso só aconteceu porque tivemos bandeiras de unidade. O papel e a história dos conselhos mostram que é importante fazermos o debate aberto e franco. É natural divergirmos quando necessário, mas precisamos construir condições para ampliarmos as relações da sociedade e evitarmos o isolamento”, afirmou.

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Compartilhamento de experiências

Cerca de 600 inscritos se habilitaram para as atividades do evento, que traz a reflexão sobre a educação e a aprendizagem, além da atuação profissional nos sistemas e serviços públicos de Saúde. Também participaram das discussões no evento o médico italiano Ardigo Martino e a médica boliviana Vivian Camacho, dentre outros especialistas em Saúde pública e ativistas sociais.

Na ocasião, foram lançados dois filmes de curta metragem sobre o SUS: “SUS em Defesa da Vida”, produzido e dirigido por Guilherme Castro, e “SUS Pense”, dirigido por Miraldir Junior.  Há participantes do Ceará, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, dentre outros. Além de dezenas de municípios do RS.  Há também representantes de países da América Latina e Europa como: Argentina, Bolívia, Itália e Sérvia.

Mais 100 trabalhos científicos foram apresentados refletindo experiências e pesquisas nos eixos temáticos da Educação, Trabalho, Gestão, Controle Social e Participação Popular. Nos próximos dias, serão abordados temas como Agroecologia e Saúde, Efeitos da Contaminação por Agrotóxicos na água, em anfíbios, abelhas, corujas e nos seres humanos; O SUS e os Sistemas Universais de Saúde; Interprofissionalidade e Formação dos Profissionais de Saúde; Educação Popular e Saúde nas Escolas.

As conselheiras nacionais de saúde Simone Leite, da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde (Aneps), Elgiane Lago, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e Sueli Barrios, da Associação Brasileira Rede Unida, também participam das atividades. O colóquio tem apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde. O evento é uma Mobilização para o 14° Congresso Internacional da Rede Unida, marcado para ocorrer este ano em Niterói (RJ), de 22 a 25 de julho.

O que é Educação Popular?

A Educação Popular é um movimento pedagógico e político latino-americano. No Brasil, Paulo Freire foi um dos principais disseminadores deste método. A Educação Popular defende que só pode haver uma sociedade justa e democrática se as classes oprimidas e discriminadas tomarem consciência de suas condições de vida e das raízes dos problemas que as afetam.

Ascom CNS com informações da Comissão Organizadora do Colóquio

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