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Idosos em abrigos devem receber atenção estratégica de contenção da Covid-19, recomenda CNS

  • Publicado: Terça, 19 de Maio de 2020, 18h10
  • Última atualização em Sexta, 22 de Maio de 2020, 15h22
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O documento considera os dados comprovados de que a população idosa acometida pela Covid-19 tem sido a de maior evolução para óbitos

“Pessoas idosas e asiladas representam um perigo concreto e iminente tanto de contágio como de agravamento das condições de saúde”, declarou a conselheira nacional de saúde, Vânia Leite, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ela justificou a recomendação encaminhada ao Ministério da Saúde, nesta segunda (18/05), solicitando a inclusão das Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI’s) na portaria nº 492/2020. O objetivo é proteger essa população.

A Portaria instituiu a Ação Estratégica “O Brasil Conta Comigo”, que tem como objetivo otimizar a disponibilização de serviços de Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para contenção da pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19) e definiu quais estabelecimentos e unidades de atendimento à Saúde podem aderir ao programa, deixando de fora as ILPI’s.

De acordo com o Artigo 3º, inciso 2º da portaria “apenas poderão participar da Ação Estratégica unidades da Atenção Primária à Saúde, unidades de pronto atendimento, estabelecimentos da rede hospitalar e estabelecimentos de saúde voltados ao atendimento dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, das comunidades remanescentes de quilombos ou das comunidades ribeirinhas”.

Entre as considerações em que a recomendação se baseia, constam os dados comprovados de que a população idosa acometida pela Covid-19 tem sido a de maior evolução para óbitos. Além disso, o documento também considera que os idosos que moram em instituição de longa permanência estão em situação de maior vulnerabilidade à infecção por Covid-19, por passarem muito tempo em ambientes fechados e com indivíduos igualmente vulneráveis.

Segundo Vânia Leite, é comum associar ILPI’s a instituições de Saúde, mas elas não são estabelecimentos voltados à clínica ou à terapêutica, apesar de os residentes receberem – além de moradia, alimentação e vestuário – serviços médicos e medicamentos. Os serviços médicos e de fisioterapia são os mais frequentes nas instituições brasileiras, encontrados em 66,1% e 56,0% delas, respectivamente. No entanto, 34,9% dos residentes são independentes. “Sumarizando, entende-se ILPI como uma residência coletiva, que atende tanto idosos independentes em situação de carência de renda e/ou de família quanto aqueles com dificuldades para o desempenho das atividades diárias, que necessitem de cuidados prolongados”, destaca Vânia.

Leia a recomendação na íntegra

Por Mirineia Nascimento

Foto: Divulgação

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