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Abertura da 16ª Expoepi é marcada por premiações e incentivo a ações de inovação para vigilância

A Expoepi é o maior evento de vigilância em saúde do Brasil, reunindo entre os dias 4 e 6 de dezembro cerca de mil profissionais e gestores de saúde, além de estudantes e interessados no assunto

  • Publicado: Quinta, 05 de Dezembro de 2019, 15h26
  • Última atualização em Segunda, 09 de Dezembro de 2019, 16h25
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A abertura da 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi) foi marcada por mensagens de inovação e pensamento no futuro. O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, abriu o evento mostrando a importância de ações inovadoras para construção de um sistema de vigilância cada vez mais forte.

“O mundo está mudando e as ferramentas e soluções utilizadas pela vigilância em saúde precisam acompanhar essas transformações. Estamos convidando todos vocês a fazerem parte dessa inovação e eu deixo para vocês o seguinte: visão sem ação é apenas um sonho, ação sem visão só faz o tempo passar, visão com ação nós conseguiremos fazer uma vigilância mais moderna em 2020”, disse.

Presente na cerimônia de abertura, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta falou sobre a Expoepi e ressaltou a qualidade do trabalho que os presentes na Mostra irão encontrar em termos de inovação e tecnologia.

A cerimônia contou ainda com a presença de autoridades como o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Francisco Figueiredo, o secretário Especial de Saúde Indígena, Silvia Nobre Waiãpi, o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde em Whashington, Jarbas Barbosa,  a representante da Opas/OMS no Brasil, Socorro Gross,  o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, o presidente do Conasems, Wilames Freire Bezerra, o secretário de Estado de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, o vice-presidente de Produção e Inovações em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger e o membro Auxiliar da Comissão Extraordinária da Saúde do Conselho Nacional do Ministério Público, Jairo Bisol.

Homenageados da 16ª Expoepi
Ainda durante a abertura da Expoepi, houve homenagens a pessoas que fizeram importantes contribuições à saúde pública do Brasil. Foram ao todo sete homenageados que receberam um troféu pelo trabalho prestado ao Serviço Único de Saúde (SUS). Os homenageados foram Carla Domingues, Sônia Brito, Enrique Vazquez, Alzira de Almeida, Douglas Hatch, Denize Bomfim e Beatriz Dobashi.

Premiação aos municípios destaque
A Secretaria de Vigilância em Saúde, premiou, pela primeira vez, “Municípios Destaque em Vigilância em Saúde”. São cidades que conseguiram melhorar seus indicadores de saúde, como redução dos casos de sífilis em crianças menores de 1 ano e aumento da cura de casos de tuberculose.  A premiação ocorreu durante abertura da 16ª Expoepi.

“O SUS, embora tenhamos que reconhecer alguns para dar luz ao trabalho, é um todo. As experiências que vemos andando esse país afora, por mais assimétrico, por mais difícil, por mais que muitas vezes encontremos falhas, jamais, em nenhum município brasileiro, deixei de encontrar alguém da saúde do SUS com o brilho nos olhos tentando, buscando apoio das secretarias estaduais e do Ministério que muitas vezes fica distante e que está procurando ter muito mais Brasil e muito menos Brasília para que o nosso SUS possa florescer”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Ao todo, o Ministério da Saúde premiou 15 municípios que apresentaram indicadores favoráveis nos sistemas de informação nacionais relacionados à vigilância de saúde, no período entre 2015 e 2017. Também foram consideradas as cidades que aderiram ao Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde, de acordo com porte populacional e macrorregião. Os municípios que receberam o troféu chamado Lupa Dourada foram: Mondaí (SC), Carlos Barbosa (RS), Brusque (SC), Presidente Olegário (MG), Campos do Jordão (SP), Bragança Paulista (SP), Paraíso das Águas (MS), Nova Mutum (MT), Corumbá (MS), Governador Jorge Teixeira (RO), São Miguel do Guaporé (RO), Ariquemes (RO), Gurjão (PB), Parambu (CE), e Campina Grande (PB).

A Expoepi é considerada o maior evento do país de vigilância em saúde, e deve reunir, entre os dias 4 e 6 de dezembro, cerca de 2 mil profissionais e gestores de saúde, além de estudantes e interessados no assunto. Durante os três dias da 16ª Expoepi serão realizadas palestras e reuniões técnicas com especialistas, além de exposições para troca de experiências em vigilância em saúde.
Veja aqui a programação completa da 16ª Expoepi.

TRÊS MUNICÍPIOS ELIMINARAM TRANSMISSÃO VERTICAL DE HIV
Ainda durante a abertura da Expoepi, o secretário Wanderson e o ministro Mandetta entregaram para o município de São Paulo a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV. Com 12,1 milhões de habitantes, São Paulo é a cidade com maior população do mundo a receber tal título. Além de São Paulo, outros dois municípios brasileiros já receberam a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, quando o vírus é transmitido durante a gestação, o parto e a amamentação: Curitiba, em 2017, e Umuarama, em 2019.

O Brasil é signatário do compromisso mundial de eliminar a transmissão vertical do HIV e optou por adotar uma estratégia gradativa de certificação de municípios. A eliminação da transmissão vertical do HIV é uma das seis prioridades do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A certificação possibilita a verificação da qualidade da assistência ao pré-natal, do parto, puerpério e acompanhamento da criança e do fortalecimento das intervenções preventivas.

AEDES AEGYPTI MONITORADO
A Expoepi também possui um espaço dedicado ao Vigiarbo, que reúne iniciativas para monitoramento das doenças transmitidas pelos mosquitos Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya) e Haemagogus (febre amarela). Até o momento, são sete subprojetos em andamento: mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia; mapeamento de áreas de risco de doença transmitidas pelo Aedes aegypti (Arboalvo); infecção de mosquitos por radiação para tornar o Aedes aegypti estéril (Projeto Inseto Estéril); rede de pesquisas para avaliação da doença chikungunya no Brasil (Replick); controle de vetores por meio das redes sociais (Observatório Dengue); e ações de controle de doenças e mobilização da população (Ecobiosocial).

Outra estratégia que integra o Vigiarbo, chamada SISSGEO, consegue antecipar a chegada do vírus da febre amarela e deverá ser compartilhada com os países da América do Sul, com apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Trata-se de um aplicativo móvel, já disponível nas lojas Google Play e Apple Store, que permite que trabalhadores dos parques ecológicos, profissionais de saúde e a população em geral, relatem quando verem uma epizootia – alerta da circulação do vírus da febre amarela. Assim, ao ver um macaco morto, o cidadão pode tirar uma foto e enviar pelo próprio aplicativo. O celular captura a área geográfica que o macaco foi encontrado e permite mapear as regiões de abrangência a partir da base de vegetação do IBGE. Assim, avaliando os corredores ecológicos, consegue-se prever as próximas áreas de infecção pela febre amarela. Os macacos são importantes indicadores da presença do vírus. A região sul do país participou do projeto-piloto e, agora, a ideia é expandir para todo o Brasil.

INDICADORES DE SAÚDE ACESSÍVEIS
Ainda durante a abertura da Expoepi, foi lançada a plataforma integrada de vigilância em saúde, Ivis. O sistema reúne informações sobre 27 doenças e agravos, com o número de casos, óbitos e repasses financeiros de todos os estados e municípios do Brasil. A plataforma dará mais transparência às informações de cada localidade, possibilitando que o cidadão identifique qual é o principal problema de saúde do seu município e, a partir das ações realizadas localmente, saiba se os recursos financeiros estão direcionados a solucioná-los, como aumento nos casos de dengue ou tuberculose.

O cidadão, profissionais de saúde e gestores do SUS também poderão comparar indicadores entre estados e municípios. A atualização dos dados será feita pelo Ministério da Saúde, de acordo com o envio das informações pelos estados e municípios.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA PELAS LENTES DA VIGILÂNCIA
Na abertura da Expoepi, foi anunciada também a fotografia vencedora da exposição “Pelas lentes da Vigilância – o SUS que construímos”, com fotografias que retratam as ações de vigilância em saúde pelo país. Os trabalhos serão expostos durante os três dias da 16ª Expoepi, além de poderem ser publicados em outros veículos de comunicação.

A 16ª EXPOEPI
Durante a 16ª edição da Expoepi serão discutidas, por exemplo, ações de vigilância, prevenção e controle das arboviroses, como dengue, Zika e chikungunya. Além disso, serão expostos trabalhos e experiências na área de vigilância em saúde para inspirar outras iniciativas. Para premiar as iniciativas exitosas do SUS na mostra competitiva, o Ministério da Saúde assegurou R$ 1,1 milhão. Ao todo serão premiados 45 trabalhos. Estes projetos concorrem a prêmios que variam de R$ 4 mil a R$ 50 mil. Os vencedores serão informados no encerramento do evento (06).

A Expoepi foi criada em 2001 para divulgar e premiar os serviços de saúde do SUS em todo o país que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças e outros agravos de importância para a saúde pública.

O evento promove ainda a atualização técnica e capacitação dos profissionais que atuam nos diferentes cenários de práticas do Sistema Único de Saúde. São organizados painéis temáticos e mesas redondas com convidados nacionais e internacionais.

Fonte: Ascom Expoepi

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